Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território Bacia do Jacuípe

Quixabeira

Cidade de Quixabeira

Gentílico: quixabeirense

População (IBGE/2010): 9.554

PIB Per Capita: (IBGE/2014): 5.116,04

Área Territorial: 366,387 km²

Prefeito: Reginaldo Sampaio Silva (PMDB)

Vice-Prefeito: Edinaldo Oliveira Rios (PSD)

Site: http://quixabeira.ba.gov.br/home

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Histórico

O município de Quixabeira se formou a partir do ano de 1943, quando o Sr. Martinho Pereira Lima, junto com seus amigos, pensou em criar um povoado nas terras da Fazenda Lagoa das Quixabeiras, pertencente ao Sr. Zé de Belau, seu sogro, que não gostou nem um pouco da ideia, que surgiu porque a fazenda ficava às margens da estrada que ligava São José do Jacuípe a Itapeipú e por ser rota dos tropeiros que vinham do sul da Bahia trazendo mantimentos facilitaria o pouso dos mesmos e também ajudaria o comércio dos produtos da região. Apesar da não aprovação do seu sogro, Martinho não desistiu da ideia de transformar aquela fazenda em um povoado. O Sr. Zé de Belau chateado com a determinação do seu genro resolveu ir embora deixando o caminho livre para Martinho. Esse por sua vez, aproveitando a oportunidade, logo iniciou a limpeza do terreno próximo à fazenda, construindo uma casa e um ponto de venda. Pouco a pouco, seus amigos também foram construindo suas casas e seus comércios, aumentando a população do povoado.

Em 1968, Serrolândia é emancipada e o povoado de Quixabeira, que até então pertencia a Jacobina, é anexada a esse novo município. Alguns anos depois, já no final da década de 70, o então vereador Raulindo de Araújo Rios, apresenta um projeto na Câmara Municipal de Vereadores de Serrolândia de elevar o povoado à condição de Distrito, o que veio acontecer em 1978. O mesmo vereador Raulindo, junto com outros vereadores da época e vários membros da sociedade em 1980 travaram uma batalha bastante árdua com a Assembleia Legislativa da Bahia para emancipar Quixabeira. Nove anos depois acontece o plebiscito onde o povo diz sim à emancipação. No dia 13 de junho de 1989, sob a Lei nº 9.019/89, Quixabeira é desmembrada do território de Serrolândia e torna-se município 46 anos depois de sua fundação.

Localização e Geografia

Localizado no Piemonte da Chapada Diamantina, noroeste do Estado, Quixabeira faz divisa com os municípios de Jacobina, Capim Grosso, São José do Jacuípe, Várzea da Roça e Serrolândia. Fica situado a 300 km da capital baiana.

Dentro do polígono da seca, apresenta uma temperatura média anual de 28ºC, clima semiárido e uma densidade pluviométrica de 500 a 800 mm/ano.

Os solos predominantes são os latossolos vermelhos, amarelo álico e coluvionares, granito-gnaisse e rochas básicas e ultra-básicas. A hidrografia do município é composta pelas águas da barragem João Durval Carneiro, açudes e caldeirões, tendo como vegetação predominante a caatinga.

Principais Atividades Econômicas

A economia quixabeirense historicamente baseia-se numa agricultura de subsistência em que são cultivados milho, feijão, mandioca e também sisal, que já foi abundante nesta região. Na pecuária, destaca-se criação de bovinos, caprinos, suínos, aves, asininos e também de abelhas, na produção de mel, a criação de peixes em tanques especiais, o cultivo de melancia, pimentão, batata doce, tomate e outros. O tomate já foi plantado em grandes quantidades, mas devidos aos altos custos da plantação foi perdendo espaço para cultivos menos exigentes e com lucros mais rentáveis.

O comércio quixabeirense começou a se estruturar a partir de “vendas” ou “bodegas” (pequenos mercados onde se vendia apenas o essencial), sendo a primeira delas, de Martinho Pereira Lima, fundador do município. Com o incentivo de Martinho, foi organizada a primeira feira livre, no dia 21 de abril de 1994, num domingo de páscoa, sob a sombra de um umbuzeiro, sendo comercializado carne de bode, de boi, farinha de mandioca, couro de animais, doces de ovos, chapéu de palhas e outros. Com o passar do tempo, a feira livre foi crescendo e para não concorrer com outras feiras de cidades próximas, mudaram seu dia, de domingo para quinta-feira, permanecendo até hoje. A feira de animais, onde são vendidos bovinos, caprinos e equinos, no “campo de gado” local, hoje sem força, já foi considerada uma das maiores da Bahia.

Manifestações Populares e Culturais

Dentre elas estão algumas relacionadas à dança, a exemplo a quadrilha, capoeira, forró, cirandas e festa de bumba, além da piega, samba de roda e do reisado. O município também realiza a Festa de Padroeiro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em maio; o Arraiá de Santo Antônio, no qual comemora-se o Aniversário da Cidade, em junho; o Desfile Cívico da Independência do Brasil, em setembro; a Festa da Primavera no Povoado de Jaboticaba, entre setembro e outubro; e a comemoração do Dia da Consciência Negra, em novembro.

Baseado nas culturas índio e afro, o município possui uma rica variedade de produtos artesanais feitos de matérias-primas como barro ou argila, utilizada na confecção de potes, moringas, tachos, vasos, panelas entre outros. Palha, que resulta em objetos como chapéus, esteiras, capangas, vassouras, etc. Couro, de origem animal, do qual saem objetos como sandálias, chapéus, selas para animais, jalecos (coletes), botas, cintos e bolsas. Linha de Nylon, que se usa na confecção de redes e tarrafas para pesca. Madeira, utilizada na fabricação de uma infinidade de objetos. Fio de lã, usado para fazer bordados, crochê, macramé e tricô.

MUNICÍPIOS CONSORCIADOS

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