Várzea do Poço - BA

População: 8.908 habitantes (2009)

Gentílico: Varzeapocenses

Área da unidade territorial (Km²): 221,3

Bioma: Caatinga e Mata

Localização e Geografia:

A cidade está localizada na 13ª micro-região de Jacobina e na mesorregião do centro norte baiano, com 253 km distante da capital, rodovias de acesso BA-417, BR-324 e estrada vicinal, CEP 44715-000, voltagem 220, DDD 74, tendo uma área de 221,3 km², limitando-se a Leste com o município de Serrolândia, a Sul com Mairi e Piritiba, a Oeste com Miguel Calmon e a Norte com Jacobina.

Potenciais Turísticos:

Rio Jacuípe

O Rio Jacuípe é uma das maiores riquezas naturais que temos, ele corta várias fazendas da região. Para preservar mais esse patrimônio foram feitas várias barraginhas uma delas é a barraginha de Divo, que fica a 13 Km da cidade (Próximo ao povoado de Barra Nova) que é muito visitada. As pessoas tanto do município quanto das cidades vizinhas costumam passar o dia ou acamparem por lá com suas famílias. Infelizmente o Rio Jacuípe como outros está sofrendo com o desmatamento e a poluição nas suas margens, por isso a Secretaria de Meio Ambiente vem desenvolvendo um projeto de reflorestamento nas margens do rio, com a parceria da Secretaria de Educação e Cultura e juntamente com professores, alunos e comunidade.

Clube Campo

O Clube Campo Alegre está situado na Avenida Antônio Carneiro, foi fundado no ano de 1986, é uma sociedade sem fins lucrativos, situado na Avenida Antônio Carneiro- centro, uma área de lazer com piscinas, campo socity, campo de vôlei, um espaço com palco e pista de dança, etc…aberto finais de semana para comunidade e visitantes.

Aspectos demográficos:

Densidade demográfica 34,0 hab\km², altitude de 462 metros. Sua população atual é de 8.908 habitantes, dividindo-se em 5.810 na área urbana e 3.098 na zona rural. O município conta com quatro povoados – Nova Esperança, Barra Nova, Itapoan e Itepemirim.

Principais atividades econômicas:

Sua economia está baseada na agricultura familiar, produção artesanal, casas comerciais, pecuária, laticínio, postos bancários entre outros. A renda per capita do município é de 2.671,00, o PIB 18.243,00 e o IDH é de 0,665.

Produção/Comercialização Laticínio Boa União: É uma propriedade privada, situada na fazenda Boa União, município de Várzea do Poço.
Fábrica de Polpa de Frutas: Mais um orgulho para o município, a fábrica de Polpa de Frutas inaugurada em novembro de 2009.
Fábricas de doces de leite
Fábrica de bonecas de Pano
Casa de Mel da Laginha

Olaria Em nosso município há várias olarias mais a de Fernando que se localiza em sua Fazenda próximo ao povoado de Itapoã, fabrica o melhor tijolo da nossa região, porque ele é feito com água doce e é mais pesado do que os outros. A olaria é uma oportunidade de emprego para alguns moradores daquela localidade.

Origem do nome:

A cidade de Várzea do Poço foi fundada nos terrenos de uma fazenda à 42 Km próxima a cidade de Miguel Calmon, que pertencia ao Senhor Joaquim Pemba , nesse mesmo terreno existia uma lagoa que deram o nome de “Várzea” (campina cultivada).Com o passar dos anos foram chegando pessoas de outras localidades, a procura de terras para desbravá-las. Mais tarde, depois do desbravamento na mesma localidade já denominada Várzea, surge o respectivo “Poço”(cavidade que tem água), daí ficou conhecida como Várzea do Poço.

Histórico:

A cidade de Várzea do Poço foi fundada nos terrenos de uma fazenda à 42 Km próxima a cidade de Miguel Calmon, que pertencia ao Senhor Joaquim Pemba , nesse mesmo terreno existia uma lagoa que deram o nome de “Várzea” (campina cultivada).Com o passar dos anos foram chegando pessoas de outras localidades, a procura de terras para desbravá-las. Mais tarde, depois do desbravamento na mesma localidade já denominada Várzea, surge o respectivo “Poço”(cavidade que tem água), daí ficou conhecida como Várzea do Poço.

A partir de então foram multiplicando as condições na fazenda, em setembro de 1920 Felipe Cassiano ( Pai de Juvenal Cerqueira Sampaio) e Afrânio edificaram as primeiras residências, em seguida Joaquim Pemba, sua família e outros, foram construindo mais casas, a primeira casa em Várzea do Poço esta localizada na Praça Edvaldo Valois. O tempo passa, foram cedidos terrenos por Felipe Cassiano e Joaquim Pemba para os que quisessem se estabelecer.

Terrenos como o da Praça Edvaldo Valois (praça principal da cidade), onde foi construída a primeira igreja , que até hoje é usada para celebrações e muitos outros foram cedidos por eles. Muitos contribuíram para o aglomerado humano, era o arraial que se formava, cheio de esperança no futuro. Como de costume a própria iniciativa antecipava-se ao poder público, sem nenhum planejamento, porém livre e espontânea. A disciplina a técnica, o alinhamento, o urbanismo que viessem depois… Mas o que era importante – a localidade crescia como um comércio ainda insipiente construído mais de casas de pau-a-pique, ranchos e pequenas vendas que revendiam aguardente e até mesmo atendiam viajantes. As notícias iam espalhando-se trazendo retirantes de outras localidades para o povoado que se formava.

Com o crescimento da população aconteceu a primeira feira livre em 1929. O saudoso Juvenal Cerqueira Sampaio (ex-prefeito) saiu avisando nas fazendas e casas da região que iria acontecer a primeira feira na sexta-feira (dia mantido até hoje), debaixo de um pé de Calumbí na praça principal ( em frente à agencia de Correios – hoje). Por essa razão ficou conhecida como “a feira do pau” mas a feira do pau não durou muito tempo, o senhor Ariosto Soares junto a outros cidadãos tiveram a criatividade de construir um estabelecimento chamado “Barracão”, era um telhado de madeira arredondado que além da feira servia de abrigo para os tropeiros e outras pessoas que vinham com cargas, neste mesmo período foi construída também a primeira bodega pelo senhor Manoel Guilhermino – conhecido como Lulú. Com o aparecimento da feira livre era preciso alguns meios de transportes para a compra e venda de mercadorias, elas passaram a ser transportadas por meios de tração animal como carro de boi, carroças de burro etc., mais não foi suficiente.

Os Senhores Dabê, Antônio Raimundo e Louzinho Lima, resolveram associar-se para comprar um meio de transporte mais rápido e seguro, surge assim em 1929 o primeiro caminhão Ford a gasolina em Várzea do Poço. Com o passar do tempo, foram surgindo as monarêtas a motor e outros meios de transporte.

Desde o início de toda essa história já existia o tanque da nação, onde as pessoas bebiam sua água e lavavam roupas. O nome “nação” surgiu porque servia ao povo. No arraial o atendimento médico era muito difícil, de vez em quando o Doutor Paiva do Riachão do Jacuípe vinha prestar atendimento à comunidade, seus serviços eram substituídos pelo farmacêutico Ariosto e pela parteira Valeriana que ajudava as mulheres na hora do parto.

Pensando em atender as necessidades educacionais da população, foi construída a primeira escola que oferecia apenas o ensino primário. As primeiras professoras dessa mesma escola foram Ênia e Crencina.

Logo em seguida surgiram também os meios de comunicações. No período de 1942, a “Sociedade Cultural de Campo Alegre” com a cooperação de todos, organizaram um serviço de alto-falante tendo como primeiro locutor, Valdomiro Ramos. O alto-falante modificou a vida de muitos moradores da época; o estúdio servia como salão de festa.

Em 1948 foi realizado o primeiro carnaval no depósito do farmacêutico Ariosto Soares, onde todos compareceram fantasiados. O que mexeu mesmo como os moradores foi o aparecimento do primeiro rádio, em 1949 comprado por três moradores do arraial. Esse era instalado num cubículo, situado na praça Edvaldo Valois, mas como a curiosidade de todos era imensa, o quartinho não comportava muita gente, foi preciso marcar um horário para os que quisessem ouvi-lo e admira-lo. Depois de muitos dias de uso, sua bateria esgotava, era preciso 4 h ou mais para carregá-la. O carregamento era feito com uma das chamadas casas de farinha, o movimento da roda era imprimido por meio de manivela e com ajuda braçal daqueles que se divertiam aproveitando a ocasião. Neste mesmo ano, foi realizada uma grande festa no barracão com desfiles de rainhas, princesas e outros espetáculos para a inauguração da luz a motor, tendo como responsável o senhor João Motorista que ligava e desligava o motor e organizava também as brincadeiras infantis e o futebol.

Com todos esses festejos, Várzea do Poço foi crescendo, resolveram então mudar o seu nome para “Nova Floresta”, esse durou pouco tempo, encontraram outro nome o de “Campo Alegre”, esse durou aproximadamente 4 a 5 anos.

Tudo isso foi suficiente para que as autoridades da época pela Lei Estadual nº 628 de 20/12/1953 elevasse o arraial a povoado de Campo Alegre e elevado à categoria de cidade em 1962, desmembrando do município de Miguel Calmon com a denominação de Várzea do Poço, com uma população estimada de 1.000 habitantes. Na mesma época, Várzea do Poço começou a expandir-se no setor comercial, foi servida pela Farmácia São Roque que prestou importantes serviços a comunidade, foi surgindo também às padarias e outros estabelecimentos comercias. A agricultura baseava-se na mamona, mandioca, milho, feijão, sisal e ouricuri e esses produtos eram exportados. A criação de bovinos era fonte de renda na pecuária.

Com o crescimento do povoada, chegaram à conclusão da necessidade de ter um administrador, para que fosse o legítimo representante do povo e concluir suas reivindicações. Surge o primeiro candidato único ao cargo de prefeito, Antônio Lopes Filho. Em 1962 é empossado o primeiro prefeito eleito pela Arena (Aliança Renovadora Nacional).

Mandatos

Antônio Lopes Filho ____________________ 1963 a 1967

Juvenal Cerqueira Sampaio_______________1967 a 1971

José Andrade de Almeida________________ 1971 a 1973

Ednaldo Cerqueira______________________1973 a 1977

Juvenal Cerqueira Sampaio_______________1977 a 1983

Antônio Carneiro_______________________1983 a 1988

Terêncio de Carvalho Lopes Lopes_________1989 a 1993

Antônio Carneiro_______________________1993 a 1997

Terêncio de Carvalho Lopes______________1997 a 2000

César Nunes__________________________2000 a 2009

Paulo José Ferreira_____________________2009 a 2012

Principais manifestações culturais:

As características culturais estão compreendidas em festas de reis, bandas de pífanos,samba de roda, semana cultural, festejos juninos, feira livre, vaquejada, festas de padroeiros e com maior destaque o carnaval, tendo como feriados municipais o dia 30 de julho – aniversário de emancipação política e semana cultural, 04 de outubro – padroeiro da cidade.

Patrimônio Cultural – Material

Prédios públicos

Prefeitura Municipal de Várzea do Poço.
Prédio construído na década de 1960, na rua Nabor Lima Rios, 17, no Centro;

Casas antigas

Casa de Zezinho – A casa de Zezinho(ex-prefeito) está localizada na praça Edvaldo Valois no centro, é umas das casas mais antigas do município, mantém sua estrutura até hoje, nas festas culturais ela é lembrada como herança cultural pois é montado um museu com peças antigas das pessoas que já faleceram ou quando eram crianças, é um momento de relembrar do passado, das crianças matarem a curiosidade e conhecer peças como o ferro à brasa, a máquina de costura manual, as camas de campanhas, até mesmo o pinico sob um tapetinho de fuxico… mesmo quando é desmontado o museu as pessoas continuam chamando-a de museu.

Para crianças e adolescentes e outras idades é muito gratificante ter esta casa com seu estado conservado original é uma relíquia.

Sítio Paraíso – O Sítio Paraíso é uma propriedade privada que pertence ao senhor Étore Paraíso, conhecido por Paraíso. O imóvel está localizado na Praça Tibúrcio Sobrinho Rios-Rua da Saudade. “Era um sonho meu ter uma casa bem ampla, estou muito feliz em ter a casa do meu jeito nós iniciamos a obra em 1988 e terminou por volta 1992, assim que ficou pronta, quase que não acreditei, tem uma bela paisagem com muito verde. As crianças quando passam se sentem em um parque ecológico quero deixar para os meus netos, afirma o senhor Paraíso”.

Casa do Senhor Genitor – É uma casa histórica situada na fazenda Belo Horizonte foi construída em 1930 pelo pai do Senhor Genitor que até hoje conserva esse patrimônio. “De lá podemos avistar toda cidade e para mim a casa velha é muito importante, pois foi lá que nasci, mim batizei, aprendi a ler e passei toda minha vida”. Hoje a casa pertence a minha filha Ester Neta. Afirma Senhor Genitor.

Casa de dona Mariazinha – É uma casa muito antiga, por ter sido uma fazenda quando construída até pouco tempo tinha um curral e uma lagoa, mas com o crescimento daquela comunidade retiraram o velho curral, a lagoa ainda está la mas não podemos avistá-la como antes pois construíram muitas casas. Esta propriedade tem sua estrutura ainda conservada com uma varanda espaçosa onde as crianças e adolescentes passam o tempo brincando e papeando, é de costume também ficarem vários idosos sentados nos bancos ou tamboretes contando causo, o piso ainda é de pequenas lajotas, o fogão a lenha sem uso mas ainda continua lá, panela de barro, se toma água no pote ou moringa, tem um espaço que era uma venda com suas prateleiras de madeira e o enorme balcão . Para embelezar mais a paisagem desta casa a prefeitura construiu um jardim onde o nome da praça é “Manoel Rodrigues de Oliveira” (esposo falecido) de dona Mariazinha. O ex-prefeito César Nunes já tentou compra-la para transforma-la em um museu, mas dona Mariazinha não pensa em vende-la por dinheiro algum.