Várzea da Roça - BA

População: 15.040 habitantes (2009)

Gentílico: varzeanos

Área da unidade territorial (Km²): 549

Bioma: Caatinga

Localização e Geografia:

Com um clima tropical semiárido, o município está localizado na mesorregião do Centro Norte Baiano, na microrregião do município de Itaberaba. Após a concepção do Estado da Bahia em Territórios de Identidade cujo objetivo é identificar oportunidades de desenvolvimento das microrregiões e suas respectivas realidades locais em busca do desenvolvimento equânime e sustentável a partir das peculiaridades de cada Território, tendo como viés mais preponderante a noção de pertencimento, Várzea da Roça se localiza dentro do espectro baiano no Território da Bacia do Jacuípe

A sede do município situa-se a 11º 36’ de latitude sul e 40º 08’ de longitude oeste, dista 299 km da capital do Estado, Salvador. Ao sair da capital baiana com destino à Várzea da Roça, deve-se seguir pela BR-324 até a cidade de Capim Grosso. A partir daí, segue-se pela BR 047, sentido sul. Uma outra opção de rota é trafegar pela BA 052, após sair de Feira de Santana até Baixa Grande, onde o trajeto é continuado pela BR 047, sentido norte.

Principais atividades econômicas

Tal como a grande maioria dos municípios do interior da Bahia, e em especial situação estes que compõem o Território da Bacia do Jacuípe, Várzea da Roça se estabelece economicamente com uma produção agropecuária. É certo que a cultura irrigada com as águas do Rio Jacuípe represada na barragem da vizinha São José do Jacuípe nasce como uma alternativa a favor do cultivo agrícola. Mas também é certo que o potencial hídrico da represa ainda é pouco explorado pelos agricultores cuja atividade, nesses casos tende, mesmo que incipientemente, a ser um diferencial em meio à região semiárida.

Ademais, as produções agropecuárias são estruturadas como afronto à escassez de chuvas. De fato, a base econômica de Várzea da Roça é a agropecuária. Para, além disso, pouco resta de opção: comércio rarefeito, poucas e pequenas instituições públicas, quase nada de turismo, coisa alguma de indústria cultural. Nesse sentido, o município apresenta uma renda per capita mediana para os níveis nacionais com índice de R$ 2.329,00, segundo o IBGE 2008. Quanto ao Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, o município mostra o indicador de 0,591, de acordo com o PNUD 2005 – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, bem abaixo da média nacional de 0,807.

Histórico:

Na década de 1940, mais precisamente em 1943, nas proximidades da então Monte Alegre da Bahia, hoje Mairi, começou a história do município de Várzea da Roça. Esta localidade nascera sob os olhos auspiciosos daqueles que, na época, transportavam o progresso pelas velhas estradas: os tropeiros, que cavalgavam pela via que ligava Morro do Chapéu a Feira de Santana. Esses condutores da prosperidade carregavam em lombos de animais, as tropas, produtos diversos para atender as demandas e necessidades das localidades por onde passavam.

Estrategicamente, percebendo que havia um grande movimento de pessoas naquele local, foi construído próximo a essa estrada e a uma grande lagoa, na Fazenda Várzea da Roça, denominada desta forma por se tratar de uma área de várzea (lagoa rasa) um improvisado barracão, pelo Sr. José Mendes, que na época era responsável pelo censo daquela localidade.

Ali comprava-se e vendia-se produtos de cultura local, como também produtos industrializados que vinha de cidades distantes. Configurando-se em ponto obrigatório de passagem para mercadorias e pessoas que se deslocavam pela estrada de Morro do Chapéu e assim se procede até 1945. Nesse ponto, surge mais um personagem que passa a desempenhar um papel relevante para a futura cidade: o Sr. José Coelho. Os três “Josés”, juntos, começam a somar esforços e buscar incansavelmente o desenvolvimento local e o dinamismo do comércio, com a ideia de implantação de um povoado.

A localização privilegiada do barracão, quando aliada à perspectiva de expansividade habitacional, causou certa euforia em seus idealizadores que buscaram colocá-lo em prática. Resolvem então, procurar o Sr. José Bastos, quarto personagem que vem complementar o quadro dos fundadores da cidade.

O barracão, também, era ponto de parada dos tropeiros que por ali passavam, com o objetivo comercial. Assim, aquilo que inicialmente era só uma fazenda, teve a iniciação do seu povoamento com a doação de terras feitas pelo Sr. José Alves Bastos, em 1945, ao Sr. José Coelho. Este loteou o terreno conquistado e as pequenas parcelas de terras foram novamente doadas com o intuito de que as pessoas beneficiadas construíssem as casas. Deu-se início à vida social em Várzea da Roça.

De acordo a uma ordem cronológica dos fatos, a primeira casa erguida foi a de José Coelho. José Cerqueira construiu a segunda casa, seguido de José Mendes, Cláudio Gomes e José Bastos. Com exceção deste último, todos construíram suas casas onde hoje se localiza a Praça José Coelho. E foi a partir desse ponto que Várzea da Roça começou a se desenvolver.

Com a primeira feira livre realizada em 15 de dezembro de 1946 a atividade comercial se intensifica na conglomeração dos pequenos produtores. A primeira missa, celebrada pelo Padre Francisco Freitas aconteceu em 10 de setembro de 1950, instaurando a fé católica em Várzea da Roça. O esporte não foi esquecido. A primeira partida de futebol realizada aconteceu em 06 de agosto de 1950.

O município está totalmente inserido no Polígono da Seca e os longos períodos de estiagens acarretam déficit hídrico para a agricultura local durante grande parte do ano. Vale ressaltar que o fenômeno da seca também contribuiu com a formação do povoado. Neste período, 1945, as pessoas que aqui habitavam, buscavam alternativas no intuito de minimizar a seca que assolava na região.

Grandes centros urbanos para a industrialização.

Com o advento do desenvolvimento da localidade pertencente ao município de Monte Alegre – Mairi, sentiu-se naturalmente a necessidade de independência de Várzea da Roça. Em 25 de fevereiro de 1985, através da lei estadual nº. 4401 a emancipação de Várzea da Roça foi sacramentada após um longo período de anseio do povo varzeano.

Além da sede do município, Várzea da Roça conta com uma grande área rural, que abriga mais da metade da população do município, dividido em 9 povoados: Morrinhos, Várzea do Meio, Várzea da Praia, Lagoa das Pedras, Barracas, Campo de São João, Poço do Quilombo, Cruz de Almas e Boa Vista.

Historicamente, tem-se conhecimento de uma comunidade quilombola situada a 18 km da sede do município de Várzea da Roça. A comunidade de Cruz de Almas se situa às margens da vicinal que liga a sede varzeana a vizinha cidade de Pintadas. Segundo relatos orais, a formação daquele lugarejo se deu a partir das manifestações de resistências de escravos fugidos e alforriados. Não obstante, termos uma demanda histórica, social, cultural e étnica, não há, até o momento, um registro historiográfico ou indício de pesquisa de qualquer ordem sobre o processo de formação e preservação/perda dos aspectos identitários da população de Cruz de almas.

De certa forma, a comunidade de Cruz de Almas parece estar isolada do restante da formação étnica de Várzea da Roça. Seguindo os passos da formação populacional da cidade-mãe, Mairi, Várzea da Roça tem predominância de etnia européia. Certo que após um longo período de miscigenação, os traços dos povos brancos não são muito perceptíveis, mas estão insinuados nas reminiscências da gente varzeana.

A agricultura ou cultura de subsistência, não oferecia condição para manutenção familiar devido à grande carência pluvial que acarretava prejuízos e dificuldades para todos. Isto impulsionou algumas pessoas a investirem em outras possibilidades. Uma delas era a extração do “pó de palha do ouricuri”, muito comercializado na época. O ouricuri é uma palmeira nativa e abundante em grande extensão territorial do nosso município. Das suas folhas, era retirado o pó branco, que se destinava ao comércio local e posteriormente remetido aos grandes centros urbanos para a industrialização.

Com o advento do desenvolvimento da localidade pertencente ao município de Monte Alegre – Mairi, sentiu-se naturalmente a necessidade de independência de Várzea da Roça. Em 25 de fevereiro de 1985, através da lei estadual nº. 4401 a emancipação de Várzea da Roça foi sacramentada após um longo período de anseio do povo varzeano.

Além da sede do município, Várzea da Roça conta com uma grande área rural, que abriga mais da metade da população do município, dividido em 9 povoados: Morrinhos, Várzea do Meio, Várzea da Praia, Lagoa das Pedras, Barracas, Campo de São João, Poço do Quilombo, Cruz de Almas e Boa Vista.

Historicamente, tem-se conhecimento de uma comunidade quilombola situada a 18 km da sede do município de Várzea da Roça. A comunidade de Cruz de Almas se situa às margens da vicinal que liga a sede varzeana a vizinha cidade de Pintadas. Segundo relatos orais, a formação daquele lugarejo se deu a partir das manifestações de resistências de escravos fugidos e alforriados. Não obstante, termos uma demanda histórica, social, cultural e étnica, não há, até o momento, um registro historiográfico ou indício de pesquisa de qualquer ordem sobre o processo de formação e preservação/perda dos aspectos identitários da população de Cruz de almas.

De certa forma, a comunidade de Cruz de Almas parece estar isolada do restante da formação étnica de Várzea da Roça. Seguindo os passos da formação populacional da cidade-mãe, Mairi, Várzea da Roça tem predominância de etnia européia. Certo que após um longo período de miscigenação, os traços dos povos brancos não são muito perceptíveis, mas estão insinuados nas reminiscências da gente varzeana.